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504 anos da Reforma - E algumas breves reflexões

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  Há 504 anos atrás, em Wittenberg, Martinho Lutero colou suas 95 Teses. Aqui ele chamou a atenção, sobretudo, para as indulgências, que eram vendidas para perdão de pecados, para salvar alguém do purgatório, enfim, como um meio fácil para alcançar salvação, o que vai totalmente contra o que é dito pela Bíblia; Ela diz que pela Graça somos salvos, mediante a Fé (Efésios 2:8). Desse dia em diante, a cristandade, ouso dizer, foi salva de uma progressiva paganização. Um culto numa língua desconhecida, um ritualismo externo enorme, jugos pesados que os sacerdotes jogavam sobre o povo, lógica aristotélica como essencial para entender a Bíblia... A partir desse dia, o Cristianismo tendia a voltar ao estado mais próximo à Igreja Primitiva. O estado mais próximo. Infelizmente, é impossível reproduzir o culto exato que era feito naqueles tempos, visto que os apóstolos morreram. Hoje, cinco séculos depois daquele ato de coragem do nosso querido gordo alemão, a cristandade é bem... Esquisita....

"O problema dos cristãos é eles veem a crença deles como a única correta"

Essa frase é muito ouvida, né? Quem diz isso geralmente são aqueles sujeitos que deixaram de seguir a Cristo (ou talvez nunca tenham seguido de fato) por causa de alguma decepção com a congregação ou porque o fardo de carregar a Cruz era pesado demais para eles. Então eles se refugiam na crença no todo-poderoso deus Acaso, que explica todas as coisas e prova que por haver milhares de crenças, nenhuma delas é a absoluta correta. Rezam eles assim: Ciência nossa, que estais em nossa mente, santificado seja teu nome. Venha a nós a tua Racionalidade. Seja feita a tua vontade, tanto nos átomos como no Universo. O neurônio nosso de cada dia dá-nos-hoje. Ensina-nos os segredos do vasto Universo, e faz-nos céticos, assim como fazemos aos que ao teu nome não conhecem. E não nos induza ao ócio, mas livra-nos da burrice; Porque tua é a infalibilidade, e o acaso, e a glória, até o Gnab Gib. Amém! Ok, deixando essa zombaria e palhaçada de lado... Considero meio sem-noção reclamar que nós, cristãos, ...

Seria o Evangelho uma metáfora?

Há pessoas pela internet à fora que interpretam Jesus Cristo como um mero filósofo - um sábio, até talvez místico grandioso, mas não o Filho de Deus. Falam coisas do tipo "Jesus era um judeu normal que pregava coisas certas, mas a Igreja distorceu para torná-lo Deus" ou coisa semelhante. Essas pessoas que dizem isso não leram nem mesmo um parágrafo do Evangelho mas falam esse tipo de besteira. Afirmam que existiu um Jesus histórico, diferente do Jesus relatado no Novo Testamento, que supostamente ensinaria coisas diferentes pregadas nas Escrituras. Mas dizem isso baseado em quê? Em quais documentos? No primeiro século os únicos textos que falam dEle são os Evangelhos, as Epístolas e o Apocalipse. Aliás, me enganei, existe mais um documento que fala sobre Ele, que é o livro do Flávio Josefo: Nesse mesmo tempo, apareceu JESUS, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser ...